sexta-feira, 14 de julho de 2017

Frases que ficam...

" Ó senhora, senhora, eu sei que ela gosta de mim. Sei que ela gosta porque me tratou a ferida da mão. Se ela não gostasse não me tratava a ferida. Então não é?"

Esta foi a frase que baila comigo desde manhã. Eu respondi com um sorriso "Pois é. Tens razão". E ele seguiu o seu percurso, no sentido oposto ao meu, feliz. 

Como é fácil o mundo das pessoas simples. Como é autêntico o seu olhar. Como nos transmite tanta tranquilidade e, ao mesmo tempo, esperança.

"Aventurados os simples porque é deles o Reino dos Céus", foi o que me veio à ideia quando ele seguiu apressado o seu caminho.

Encontro este jovem muitas vezes pela manhã, quando dou a primeira "volta" do dia com o meu cão, o Apolo. Educado e refugiado numa timidez que se deve, talvez, ao facto de  sentir que poucas pessoas param para o escutar. É uma pessoa "simples" como diriam há anos. Talvez... Mas como é pura a sua simplicidade!

Inicialmente, passava por mim apressado e murmurava um bom dia quase imperceptível mas, com o passar do tempo, foi ganhando confiança e passou a falar da mota, da bicicleta... "Ó Senhora", é assim que inicia a conversa e como me soa bem este "Ó senhora". O sentir-me útil...


...
"Dai-me flores, muitas flores
Quaisquer flores, logo que sejam muitas...
Não, nem sequer muitas flores, falai-me apenas
Em me dardes muitas flores,
Nem isso... Escutai-me apenas pacientemente quando vos peço
Que me deis flores...
Sejam essas as flores que me deis..."
... 




sábado, 1 de julho de 2017

só ruído lá fora



 Só ruído... tanto ruído, lá fora.

O exibiciosnimo pedante. Tanto herói, tanto mérito, tanta glória.
Tanta mente inchada pelos feitos seus, gritados aos ventos.

Tudo o que é demais cansa, lá diz o ditado,,, faz acionar o mecanismo da desconfiança e a interrogação instala-se.

Aqui MorA a Paz, o Silêncio de apenas SER-SE.
















Que me deiam flores... deiam-me apenas flores e um sorriso...


 ... ou flores, um sorriso e...

...um livro


Dai-me rosas e lírios

Dai-me rosas e lírios,
Dai-me flores, muitas flores
Quaisquer flores, logo que sejam muitas...
Não, nem sequer muitas flores, falai-me apenas
Em me dardes muitas flores,
Nem isso... Escutai-me apenas pacientemente quando vos peço
Que me deis flores...
Sejam essas as flores que me deis...
Ah, a minha tristeza dos barcos que passam no rio,
Sob o céu cheio de sol!
A minha agonia da realidade lúcida!
Desejo de chorar absolutamente como uma criança
Com a cabeça encostada aos braços cruzados em cima da mesa,
E a vida sentida como uma brisa que me roçasse o pescoço,
Estando eu a chorar naquela posição.
O homem que apara o lápis à janela do escritório
Chama pela minha atenção com as mãos do seu gesto banal.
Haver lápis e aparar lápis e gente que os apara à janela, é tão estranho!
É tão fantástico que estas coisas sejam reais!
Olho para ele até esquecer o sol e o céu.
E a realidade do mundo faz-me dor de cabeça.
A flor caída no chão.
A flor murcha (rosa branca amarelecendo)
Caída no chão...
Qual é o sentido da vida?
Fernando Pessoa






segunda-feira, 26 de junho de 2017

Feira Medieval em São Vicente a Beira





























 



Falta inovação
Faltam ideias



Tudo é uma repetição

Não faltam pessoas
Não falta convívio
Não faltam reencontros
,,,

Não entendo porque não há uma maior entrega da Junta de Freguesia na organização deste evento. Onde pára a criativiade???

Será que entendem o conceito de Feira Medieval???

Interrogo-me, interrogamo-nos...

Nós, os que amamos a nossa TERRA!!!  Nós,,, aqueles que "OLHAM e VEÊM" e se entristecem com espetáculos pouco enriquecedores, fracos, sem motivação, sem dinâmica, como os deste último ano. (Já o senti no ano passado).

http://celestefeliz.blogspot.pt/2016/06/feira-medieval-na-vila-de-sao-vicente.html 

Penso que deviam reequacionar os fundamentos estruturais que seguem como base nesta Feira.