segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Loucos





Camões não inventou palavras
para exprimir esse momento
Anjos aplaudem nosso amor
nossa felicidade, nossa alegria
Até Deus sorriu pra nós
Nuvens formaram nossa imagem no céu, no céu
Coração explode pela boca
E a nossa voz fica rouca de tanto gritar te amo
de tanto gritar te amo
E o nosso amor é lindo
E o nosso amor é lindo
E nos faz feliz

Mas o mundo nos chama loucos
porque falamos sozinhos na rua
nos chamam loucos
porque contamos estrelas no céu
nos chamam loucos
porque tatuamos nossa imagem no coração

E cai neve em todas estações
E até no rádio dedicam-nos canções
O mundo rendeu-se ao nosso sorriso
Somos exemplos do paraíso
Formamos um par perfeito
Formamos um par perfeito
E a nossa chama se espalha
O sorriso encontra
Como é doce o beijo
Como é doce o beijo
Oho oho ohoho

Mas o mundo nos chama loucos
porque falamos sozinhos na rua
nos chamam loucos
porque contamos estrelas no céu
nos chamam loucos
porque tatuamos nossa imagem no coração

amoor
meu amor
te amo baby
baby, baby
Mas o mundo nos chama loucos
 

 
Lindas as palavras... 

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Frases que ficam...



 
A de hoje que ficou, durante um breve trecho duma reportagem que será transmitida na íntegra mais tarde, num dos canais portugueses, que foca as casas de acolhimento para crianças e jovens foi a seguinte:

 "O Possível é o Futuro do Impossível"

Marcou pela Força e pela Esperança das palavras no contexto em que se inserem... a que se referem.

Marcou e trouxe-me "presa" durante longos momentos. Tornamo-nos tão ricos pela leitura atenta de palavras tão simples mas de conteúdo tão profundo.


A Vida... Sempre, sempre um poema!!!


quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Penso muitas vezes,,,


Penso muitas vezes

 
Penso muitas vezes
Vezes sem fim
Na tentativa que muitos fazem
De mudar a sua forma de SER
Para agradar aos outros?
Para se parecer normal?
E o que é a normalidade?!
Como é possível,
SER-SE como os outros vêm a normalidade?
Contrariando a própria essência?
Não se é feliz a SER como os outros nos querem ver...
Penso muitas vezes
Porque não SER 
Como somos até ao fim?
MUDAR acontece no profundo do SER
Senão de nada vale
Tarde ou cedo 
O SER desprende-se
Num grito de liberdade
Para quê a formatação?
Se é na diversidade que está a beleza de conversar, de olhar... 
De criar!
(Celeste Rebordão)


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Sorri,,,







Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios
~~~~~~
Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
~~~~~~
Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos
~~~~~~
Sorri vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz

(Charles Chaplin)


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Todas as crianças do mundo são nossas filhas


Hoje, numa ida ao quarto do meu filho mais velho, como faço tantas vezes ao longo do dia, comecei a folhear um dos seus livros que continuam na estante como antes de ele "bater as asas" e partir para a conquista da vida, lá para os lados da cidade grande, capital cosmopolita. O livro Manual do Guerreiro da Luz do Paulo Coelho, entre os outros de banda desenhada, de aventuras, de estudo, chamou-me a atenção e não era a primeira vez... 
Muitas vezes penso em tirar os livros, a coleção de minerais, objetos que assinalam  vários momentos, cábulas escritas em pedacinhos de papel, bilhetinhos para as suas colegas de escola,,,  meter tudo em caixas e guardar noutro sítio mas faz-me falta "senti-lo", ainda, ali e aqui, em cada objeto indicativo do seu crescimento, da sua forma de ser e de estar... De alguma forma, que só uma mãe entende talvez, ele continua ali, presente a cada momento do dia.
Comecei a folhear o livro e lá estava a dedicatória escrita pelo meu punho "Com um beijinho da mãe. Que a tua vida seja um sorriso!", e a data "1/06/2003". Fiquei surpreendida pois já não me recordava. O João tinha então dezoito anos (18)... Que lindo!!! E vieram as recordações, as lembranças... O que motivou a compra DAQUELE livro e não outro??? E sorri para mim...
 Continuei a ler até chegar a este parágrafo "Um guerreiro da luz presta atenção aos olhos de uma criança. Porque elas sabem ver o mundo sem amargura. Quando ele deseja saber se a pessoa que está ao seu lado é digna de confiança, procura vê-la como uma criança a olha."

E rápidamente um artigo que li recentemente na revista Focus Social baseado num relatório intitulado Perigo a Cada Passo do Caminho, da Unicef, sobre as crianças e jovens adolescentes refugiados que fogem das suas pátrias, da violência da guerra,  veio-me à lembrança, assim como as imagens de crianças de olhar triste, amargurado,  que nos aparecem nos meios de informação e que nos entristecem.

E o meu sorriso desapareceu... E a frase 

"Porque elas sabem ver o mundo sem amargura..." (?)  

a bater forte ...

O que está o mundo a fazer às crianças???  
Quando voltarão as crianças, vítimas de tanta variedade de violência, de tanta crueldade, a terem de novo confiança no presente ou no futuro? Quando voltarão a sorrir??? Quando deixarão de sentir amargura???

Todas as crianças do mundo são nossas filhas...


UNICEF alerta para os perigos com que se deparam os adolescentes refugiados e migrantes não acompanhados que fogem para a Europa
Mais de nove em cada 10 crianças refugiadas e migrantes que têm chegado este ano à Europa através de Itália não estão acompanhadas, o que leva a UNICEF a alertar para os perigos de abuso, exploração e morte que enfrentam.
Num relatório intitulado Perigo a Cada Passo do Caminho (Danger Every Step of the Way) lançado hoje, a UNICEF afirma que 7.009 crianças não acompanhadas fizeram a travessia do Norte de África para Itália nos primeiros cinco meses do ano, o dobro do ano passado.
O relatório documenta os riscos tremendos que os adolescentes correm para escapar a conflitos, ao desespero e à pobreza.
Entre 1 de Janeiro e 5 de Junho de 2016 foram registadas 2.809 mortes no Mediterrâneo. No ano passado, registaram-se ao todo 3.770 mortes. A grande maioria ocorreram na rota do Mediterrâneo Central – e muitas eram crianças.
As crianças não acompanhadas geralmente dependem dos traficantes de seres humanos, muitas vezes num sistema de “pagamento adiantado por etapas”, o que as torna muito vulneráveis à exploração.
“Se tentas fugir, eles atiram sobre ti e morres. Se paras de trabalhar, batem-te. Era como no tempo do comércio dos escravos,” diz Aimamo, 16 anos, sobre a quinta na Líbia onde ele e o irmão gémeo trabalharam durante dois meses para pagar aos traficantes. “Uma vez parei cinco minutos para descansar, e um homem bateu-me com um pau. Depois do trabalho, fecham-nos entre portas e não nos deixam sair.”
Alguns destes adolescentes são abusados e sexualmente explorados. Os assistentes sociais italianos disseram à UNICEF que raparigas e rapazes foram vítimas de abusos sexuais e obrigados a prostituir-se enquanto estavam na Líbia, e que algumas das raparigas chegaram a Itália grávidas porque tinham sido violadas.
Porém, devido à natureza ilícita do tráfico de seres humanos, não há dados fiáveis sobre o número de refugiados e migrantes que morrem, ou desaparecem porque são levados para trabalhos forçados ou para a prostituição, ou ficam em detenção.
“É uma situação desesperada mas silenciosa – longe da vista e fora de controlo. Porém, dezenas de milhares de crianças enfrentam diariamente esses perigos e outras centenas de milhares estão preparadas para arriscar tudo,” afirmou Marie Pierre Poirier, Coordenadora Especial da UNICEF para a crise de Refugiados e Migrantes na Europa. “Estas crianças precisam urgentemente de protecção contra todo o tipo de abusos às mãos daqueles que se aproveitam da situação para explorar os seus sonhos.”
Com a chegada próxima do verão no Mediterrâneo, os últimos números relativos às crianças na rota do Mediterrâneo Central podem muito bem ser apenas a ponta do iceberg, diz a UNICEF. Cerca de 235.000 migrantes estão actualmente na Líbia, e dezenas de milhares são crianças não acompanhadas.
“Todos os países – países de onde as crianças partem, os que atravessam e aqueles em que procuram asilo – têm a obrigação de criar sistemas de protecção centrados nos riscos que as crianças não acompanhadas enfrentam. Na União Europeia e noutros países de destino, esta é uma oportunidade para introduzir reformas políticas e legislativas que se traduzam por mais oportunidades para a criação de canais seguros, legais e regulares para estas crianças”, acrescentou Marie Pierre Poirier.


Ao livro voltarei mais tarde porque terei de o ler... Grande autor e as primeiras palavras já me cativaram!